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Veja aqui a fantástica curta "Dossiê Rê Bordosa" por César Cabral
Um filme recomendado a maiores de 18 anos |
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Esta colecção de 16 fascículos da revista Chiclete com Banana reúne o melhor das 24 edições normais, dos 10 Chicletes especiais e dos 10 títulos da série Tipinhos Inúteis publicados entre 1985 e 1995.
Foram mais de 3 milhões de exemplares vendidos. Hoje esgotados, tornaram-se raridades. Das mais de 2.300 páginas produzidas, escolhemos 800 que sintetizam o espírito da revista.
São cartuns, quadrinhos, textos e desenhos que têm como marca registrada um humor corrosivo, cínico, anarquista e transgressor sobre as décadas de 1980 e 1990.
Doze anos depois, eles transcendem sua época e são uma referência histórica de um mundo que se torna cada vez mais careta. O número 1 de Chiclete com Banana foi às bancas em outubro de 1985, quando entrou em cena a chamada Nova República.
Depois de 21 anos de ditadura, os generais trocavam a farda pelo pijama. Cambaleante, o país tentava respirar. Em suas 24 edições, a revista presenciou a volta das eleições diretas, o recuo da sacanagem por causa da aids, a inflação delirante, o movimento punk, o congelamento de preços, o modismo new wave e, por incrível que pareça, quatro moedas circulantes: o cruzado, o cruzado novo, a URV e o real.
Num momento em que esses anos voltam numa onda nostálgica que cultua cigarrinhos de chocolate, bonecos Falcon e bandas de rock pífias, esta antologia serve como um contraponto.
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Chiclete com Banana Pack 1 a 4
Bob Cuspe, o legítimo representante nos quadrinhos da onda punk que se instalou na periferia de São Paulo. A história que deu origem à serie Los Tres Amigos, um clássico de Angeli, Glauco e Laerte. Rê Bordosa, a grife feminina dos anos 80. Edi Campana, nosso tarado de plantão. Meiaoito, o último dos comunistas. Penas: uma HQ de Laerte. Angeli em crise: o autor faz sua autocrítica etílico-sexual.
A estréia de Mara Tara na aventura o Sexo das bactérias. Selma Egrei e Julio Calasso em Cenas de sangue num bar da Avenida São João. O pensamento divino de Rhalah Rikota, o nosso guru de plantão. Os enciclopeidos de Furio Lonza. Swing: uma história a quatro mãos de Glauco e Angeli. Traços e tiques de um New Imbeciw. A culpa é dela: a mãe da Rê Bordosa. Glauco apresenta Doy
Jorge: tudo o que rola nos canos do rock.
Neste número, você encontra O Triste Fim do Peru do Policarpo, uma história em quadrinhos do Angeli. Toninho Mendes é O Pequeno Lobatinho. Rê Bordosa aparece em duas histórias: primeiro na cama com seus amantes, e depois na banheira com Meiaoito, o último dos guerrilheiros. Cláudia Alencar arrasa na fotonovela Torta de Salame. Los Tres Amigos pegam pesado em Sangre de un Pueblo. Glauco e Angeli entram na suruba em Deu a louca no Dirceu!
O nº 4 número traz um pôster grátis dos Skrotinhos
Título: Chiclete com Banana
Editora: Devir
Autor: Angeli, entre outros
Tipo:cores
Idade recomendada: Todos os Leitores

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Chiclete com Banana Pack 5 e 6
Finalmente uma edição altamente politizada.
Enquanto a Vaca vai pro brejo, Benevides Pixão "o maior jornalista do mundo" entrevista Rê Bordosa, neste momento eleita a "pin-up" dos anos 80.
Meiaoito num momento confecional faz com Nanico um balanço de sua trajetória d um guerrilheiro sem metralhadora.
Furio Lonza detona em Rancor os mexericos de Torquemada.
Paulo Caruso apresenta a verdadeira revolução sexual.
Título: Chiclete com Banana
Editora: Devir
Autor: Angeli, entre outros
Tipo:cores
Idade recomendada: Todos os Leitores
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Arnaldo Angeli Filho, mais conhecido com Angeli, (São Paulo, 31 de agosto de 1956) é um dos mais conhecidos chargistas brasileiros.
Começou a trabalhar aos catorze anos na revista Senhor, além de colaborar em fanzines.
Em 1973 foi contratado pelo jornal Folha de São Paulo, onde continua até hoje. Desde os anos 80, Angeli vêm desenvolvendo uma galeria de personagens famosos por seu humor anárquico e urbano; entre eles se destacam o esquerdista anacrônico Meia Oito e Nanico, o seu parceiro homossexual enrustido (mas não muito); Rê Bordosa, conhecida como a junkie mais "porralouca" dos anos 1980; Luke e Tantra, as adolescentes que só pensam em perder a virgindade; Wood & Stock, dois velhos hippies que deixaram seus neurônios na década de 1960; os Skrotinhos, a versão underground dos Sobrinhos do Capitão; as Skrotinhas, a versão "xoxotinha" dos Skrotinhos; Mara Tara, a ninfomaníaca mais pervertida dos quadrinhos; Rhalah Rikota, o guru espiritual comedor de discípulas; Edi Campana, um voyeur e fetichista de plantão à procura do melhor ângulo feminino; o jornalista Benevides Paixão, correspondente de um jornal brasileiro no Paraguai e o único a ter conseguido entrevistar Rê Bordosa; Ritchi Pareide, o roqueiro do Leblão; Rampal, o paranormal; o machão machista Bibelô; o egocêntrico Walter Ego |
(também conhecido como "o mais Walter dos Walters"); Osgarmo, o sujeitinho vapt-vupt; Rigapov, o imbecil do Apocalipse; Hippo-Glós, o hipocondríaco (inspirado em Cacá Rosset); Vudu; Los Três Amigos e Bob Cuspe, o anárquico punk que cuspiu nas piores criaturas de nossas gerações.
Ele próprio também se tornou um personagem, estrelando de início as tiras "Angeli em crise". Outra versão caricata sua é o personagem Angel Villa de Los Três Amigos.
Lançou pela Circo Editorial em 1983 a revista "Chiclete com Banana", um sucesso editorial (de uma tiragem inicial de 20,000 exemplares chegou a atingir 110,000), altamente influente e que contava com a colaboração de nomes como Luiz Gê, Glauco, Roberto Paiva, Glauco Mattoso e Laerte Coutinho.
A Chiclete com Banana é considerada até hoje como uma das mais importantes publicações de quadrinhos adultos já editadas no Brasil.
Angeli já teve suas tiras publicadas na Alemanha, França, Itália, Espanha e Argentina, mas foi no mercado de Portugal que obteve mais destaque, tendo uma compilação de seu trabalho lançada pela editora Devir em 2000, ano em que também viu a estréia de uma série de animação com seus personagens numa co-produção da TV Cultura com a produtora portuguesa Animanostra.
Trabalhou na Rede Globo, como redator do programa infantil TV Colosso (1993-1996).
Na mesma rede, entre 1995 a 2005, fez desenhos de 5 segundos, quando dava intervalos dos filmes da emissora.
Em 2006, produziu e lançou um longa de animação chamado Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock'n'Roll, com o diretor Otto Guerra.
Site oficial: http://www2.uol.com.br/angeli/ |
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